terça-feira, 24 de novembro de 2009

Amor de mãe



Amor de mãe é assim...

... se manisfesta em pequenos gestos e torna-se mais forte a cada momento.

... um pouco de alegria e dor, ansiedade e medo.

... extenso como um oceano e delicado como uma gota d'água.

... terno, profundo, meigo, intenso, delicado, ansioso.

... simplesmente indescritível

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

32 semanas

Esta semana, quando fui visitar os sites de costume para ver o desenvolvimento do bebe com 32 semanas me deu um frio na barriga. Há alguns meses, eu estava no começo da régua, lendo entusiasmada as mudanças que ocorriam no meu organismo e no da minha filha com 15, 16, 17 semanas. Quando vi a régua chegando ao fim... (afinal 32 é bem perto de 40) senti um vazio no estômoago.

O entusiasmo é o mesmo claro, mas a sensação de que logo ela estará aqui, me traz um misto de agonia e felicidade. Felicidade porque o que mais queremos é ver o rostinho da Letícia, com quem ela se parecerá, sua maneira de descobrir as coisas, seu jeito de sorrir, sua maneira de fazer manhã. Agonia, porque daqui algumas semanas eu estarei em prova.

Prova? Prova sim. Terei que provar a mim mesma que sou capaz de ser uma boa mãe. Que saberei cuidar de um ser tão pequeno e frágil. Que conseguirei advinhar as necessidades dela enquanto só o choro será a manifestação de que ela precisa de algo. Não há como não sentir uma pontada de medo nisso.

Vemos tantas notícias ruins, tantas manias horríveis que os jovens tem hoje, tantos problemas infantis, que ficamos assustados ao perceber que daqui pra frente seremos educadores, formadores, exemplo para nossos filhos. Temos a responsabilidade de formar esse pequeno ser, um pedaço de nós.

Quando assisto em filmes um bebê nascendo, começo a chorar. De emoção e nervoso, porque sei que minha vida vai mudar. Como fazer para ensinar a ela tudo o que sei? Tudo o que acho certo e errado? Quem não tem filhos pode levar a vida com certa desconcentração. Mas quem tem sabe a sensação de ser extremamente responsável por outra pessoa. Nem em um casamento, nem em uma amizade temos uma sensação parecida como essa: um outro ser humano depende única e exclusivamente da gente, para sobreviver, para aprender, para ser completo.

Dentro em pouco descobrirei como vivenciar essa responsbilidade que já está em minha mente. Nunca ninguém me disse a real amplitude disso. O que os pais da gente costumam falar é: você vai ver como é quando tiver seus filhos...

Registro aqui uma promessa a mim mesma e a minha filha: antes que ela se case, antes que seja mãe, eu vou dizer para ela qual é a sensação de se ter um ser humano que depende da gente.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

30 semanas

Sete meses completos. É a reta final da gravidez. Nem dá para explicar a ansiedade que sinto a cada dia. Quero que ela nasça o mais tarde possível, para sair bem forte e saudável, mas confesso que tem horas que bate aquela vontade imensa de ver a carinha dela logo.

Eu tinha feito uma US no dia 20 de outubro e ela estava bonitinha, cefálica. No dia 28 não me senti muito bem. Uma cólica forte (intestino) e fui para o PA. Fiz outra US e não é que a danadinha sentou?

Agora é esperar para ver se ela vai desvirar. Acho que ainda não aconteceu, porque sinto os chutes bem na parte de baixo na barriga e uns empurrões de lado. Sem falar na pressão do meu estômago (que eu acho que é a cabeça dela).

Por aqui está fazendo muito calor e isso deixa meus pés inchados... eles estão aparecendo um pãozinho bem redondo... horrível, rsrs

Além disso, parece que sinto uma leseira, uma preguiça que não é minha. Embora toda a felicidade pela chegada da Letícia seja contagiante, não consigo deixar de sentir os desconfortos. Bem dizem que ser mãe é padecer no paraíso.

Não dá para descrever minha alegria com os movimentos dela, mas existem alguns, que eu até grito porque dói e é de surpresa!